Siramana Dembelé, treinador adjunto de Sérgio Conceição, admitiu que o FC Porto é um clube com dificuldades financeiras devido à conjuntura da pandemia de covid-19.
Em entrevista concedida ao jornalista francês Remi Martins, o treinador adjunto de Sérgio Conceição, Siramana Dembelé, explicou a recente política de contratações do FC Porto, baseada principalmente em jogadores de clubes portugueses.
“É por causa da conjuntura. O FC Porto é um clube com dificuldades a nível financeiro. A partir daí, não podemos ir procurar jogadores ao estrangeiro. Há parâmetros como o preço dos jogadores que não controlamos. É preciso encontrar soluções mais acessíveis, mas com qualidade. É isso que tentamos fazer”, explicou o braço direito de Conceição.
Até ao momento, o FC Porto contratou cinco jogadores nesta janela de transferências. À exceção de Evanilson, que foi contratado ao Tombense, do Brasil, todos os outros reforços chegaram de clubes portugueses. Zaidu foi contratado ao Santa Clara; Carraça veio do Boavista; Cláudio Ramos chegou do Tondela; e Mehdi Taremi foi comprado ao Rio Ave.
Ao todo, os ‘dragões’ gastaram, pelo menos, 11,5 milhões de euros. Evanilson custou 7,5 milhões, Zaidu custou 4 milhões, Carraça e Cláudio Ramos chegaram a custo zero e o valor de Taremi é desconhecido pela imprensa.
Em contrapartida, o FC Porto já encaixou mais de 40 milhões de euros com a venda de Fábio Silva ao Wolverhampton. Siramana Dembelé abordou ainda a saída do jovem avançado e de Vítor Ferreira: “É difícil para a evolução deles. Quando estás no FC Porto tens tudo. Tens o alto nível, o contexto familiar… Sabemos o que perdemos, mas não sabemos o que vamos encontrar. O equilíbrio que temos de encontrar é esse”.
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