https://soundcloud.com/nuno-teixeira-264830877/maritimo-1-2-benfica-o-musical
Ai segunda-feira… “Espero que seja mesmo um bom dia para mim”. Esta seria a mente dos treinadores a falar. O treinador do Marítimo sabia que a sua equipa não ganhava no campeonato há quase dois meses. O treinador do Benfica sabia que a sua equipa vinha de duas derrotas seguidas no campeonato. Há aviso de mau tempo para a Madeira, vamos lá ver como será esta noite de segunda-feira.
O vice-campeão começou muito bem, esteve perto do golo e contou com uma bela assistência de Otamendi, aproveitada por Rodrigo Pinho. O argentino deve ter confundido o ano em que se encontra; provavelmente pensou, naquele momento, que ainda estava a jogar pelo Manchester City e lembrou-se dos momentos em que era companheiro de equipa de Rodrigo Pinho lá no Manchester City. Há tanta gente confusa, por aí…
– Está bonito – sussurrava o filho de Deus – Duas derrotas seguidas no campeonato, dois empates pouco convincentes na Europa, e agora toca a sofrer um golo ainda no primeiro quarto de hora. E agora? O que vou fazer?
https://www.youtube.com/watch?v=5WGeRtLgr-8&ab_channel=OscarOsROscarOsR
Pouco depois da meia hora lá surgiu um salvador habitual para os lados da Luz: o Luís Miguel marcou outra vez e empatou. Brilha menos do que noutros tempos mas lá está ele, sempre com uma entrega incondicional. Cuidado com este Luís Miguel.
E a verdade é que, mesmo sem o brilhantismo que os adeptos queriam, Pizzi e companhia estavam melhores. O Benfica era a única equipa que procurava o ataque; em diversos momentos era a única equipa que passava da linha do meio-campo.
O cenário manteve-se depois do intervalo e, logo no arranque, Everton completou a reviravolta. Um golo que poderia nem ter acontecido. Porque, segundos antes do remate certeiro do brasileiro, outro brasileiro fez falta (Gabriel) e foi assinalado livre a seu favor. O árbitro viu mal. E o senhor do vídeo não foi a tempo de corrigir e nada podia fazer, mais tarde.
Quem nada podia fazer eram alguns jogadores do Marítimo, que começaram a ceder fisicamente. O caso mais evidente foi o de Rúben Macedo, que jogou durante 20 minutos sem praticamente conseguir mexer um dos braços. Saiu muito tarde. Andava ali um corpo estranho na multidão.
Notava-se a quebra no Rúben, notava-se a quebra num jovem madeirense cujo nome me faz lembrar um cantor… Chama-se Pelágio.
E depois daquilo, mais nada. Em termos de golos, mais nada. E em termos de reação do Marítimo, quase nada. Os madeirenses só se lembraram de atacar nos minutos finais. Aliás, o primeiro pontapé de canto para a equipa da casa, que esteve a perder durante 40 minutos, aconteceu… no período de compensação da segunda parte.
Não… Que marquem o próximo jogo para outro dia da semana qualquer. Para a Madeira, a segunda-feira não serve.
Ora bem, já espreitei o calendário: o próximo jogo do Marítimo vai ser em Faro, no dia 7 de dezembro. Que é uma segunda-feira.
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